Revivendo Poesia

poesia

Poesia enche nosso coração, pode ser com paz, amor ou até mesmo revolução. Poesia encanta qualquer um que a lê com a mente aberta, dando uma chance de alcançar a própria alma.

Essa introdução toda é porque hoje vamos falar sobre uma poeta brasileira Henriqueta Lisboa. Eu conheci algumas poesias dessa autora recentemente e eles encantam por toda delicadeza, ,beleza.

Henriqueta nasceu na cidade de Lambari (Minas Gerais) em 15 de julho de 1901. Filha do Deputado Federal e Farmacêutico João de Almeida Lisboa e de Maria Vilhena Lisboa. Publicou muitas poesias e ensaios, seu primeiro livro foi publicado quando tinha 21 anos e se chamava Fogo Fátuo.

Além de escritora foi inspetora de alunos, professora de literatura e tradutora. Foi a primeira mulher a ser eleita membro da Academia Mineira de Letras e recebeu muitos prêmios, entre eles o Prêmio Machado de Assis, entregue pela Academia Brasileira de Letras.

Faleceu em 09 de outubro de 1985.

SUAS OBRAS:

  • Fogo-fátuo(1925);
  • Enternecimento(1929);
  • Velário(1936);
  • Prisioneira da noite(1941);
  • O menino poeta(1943);
  • A face lívida(1945), à memória de Mário de Andrade, falecido nesse ano;
  • Flor da morte(1949);
  • Madrinha Lua(1952);
  • Azul profundo(1955);
  • Lírica(1958);
  • Montanha viva(1959);
  • Além da imagem(1963);
  • Nova Lírica(1971);
  • Belo Horizonte bem querer(1972);
  • O alvo humano(1973), poesia;
  • Reverberações(1976);
  • Miradouro e outros poemas(1976);
  • Celebração dos elementos: água, ar, fogo, terra(1977);
  • Pousada do ser(1982);
  • Poesia Geral(1985).

 

henriqueta

SOFRIMENTO

No oceano integra-se (bem pouco)
uma pedra de sal.

Ficou o espírito, mais livre
que o corpo.

A música, muito além
do instrumento.

Da alavanca,
sua razão de ser: o impulso,

Ficou o selo, o remate
da obra.

A luz que sobrevive à estrela
e é sua coroa.

O maravilhoso. O imortal.

O que se perdeu foi pouco.

Mas era o que eu mais amava.

 

SERENA

Essa ternura grave
que me ensina a sofrer
em silêncio, na suavi-
dade do entardecer,
menos que pluma de ave
pesa sobre meu ser.

E só assim, na levi-
tação da hora alta e fria,
porque a noite me leve,
sorvo, pura, a alegria,
que outrora, por mais breve,
de emoção me feria.

 

E então gostaram de saber mais dessa autora? Logo, logo traremos mais autores por aqui, se tiver alguma sugestão ou quiser saber sobre outros autores, deixe nos comentários.

Beijos e até o próximo post!

 

Fontes: (Wikipédia e Poesia.net)

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