Do lado de fora da janela

janela

Eu tinha o costume ficar olhando pela janela e imaginando o dia  em que você chegaria, estacionaria o carro e bateria na porta. Subiria as escadas, me seguraria em seus braços e diria “me perdoe, fui um idiota”. Fiquei sonhando durante muito tempo até desistir daquela insensatez, pois umas das coisas que me orgulho é de ser sensata. Ainda sim, isso não me impediu de continuar suspirando por lembranças, momentos do passado e eu só sabia respirar você, tudo que te envolvesse, seu nome, sua música preferida, seu sorriso bobo.Por isso foi quem saiu da janela e desceu as escadas. Foi eu quem decidiu viver coisas que não tivessem nada haver com você.

Então fui até aquele café da esquina, aquele que você disse que não tinha nada haver com nós, pois saiba que eu amei e ainda reencontrei uma antiga amiga da faculdade por lá e agora saio com uma turma nova e falo sobre outros assuntos que realmente me preenchem. Agora eu sei o que é ter conteúdo! Vamos fazer uma viagem pelo Nordeste no m~es que vem, aquela que você não quis ir, porque estava muito ocupado.

Agora que você não esta aqui com aquela sua “alergia” a bichos, minha mãe me deu uma linda cachorrinha, a Nina. Ela é uma grande companheira, e mesmo que às vezes ela me deixe muito brava, é só olhar para aquele olhar fofo e aquele rabinho balançando que eu esqueço tudo e fico tão feliz. Ela pode morder meus sapatos de vez em quando, fazer a maior bagunça, mas eu sei que ela sente minha falta, porque quando eu chego do trabalho ela esta la e muito, muito feliz, de um jeito que você nunca ficou.

Quando você pegou as suas coisas naquele dia e disse que não teria volta, eu achei que morreria ali mesmo, sem ninguém com quem dividir a vida, os sonhos e conversas. Mas sabe te agradeço. Agradeço por ter aberto meus olhos para o mundo que me espera do lado de fora daquela janela.

Um pouco mais de amor-próprio por favor!

amorproprio

Sempre amei incondicionalmente, sem me importar em ser pisada, trocada ou deixada de lado. Mas assistindo a Sex and City a Samantha me fez enxergar uma coisa muito importante quando disse: “Eu ainda te amo. Eu não deveria dizer isso, mas eu amo a mim mesma mais do que eu te amo. Eu tenho uma relação comigo de 49 anos, e com você uma de 5”.

Quantas vezes você se amou assim. Eu? Acho que nunca me amei assim. Nunca me senti como sendo a parte mais importante em um relacionamento. E sempre foi eu quem mais sofreu, quem mais perdeu… Até perder meu amor-próprio e minha vontade de olhar para frente de cabeça erguida. Nunca vale a pena estar em um relacionamento assim. Afinal, como amar alguém sem se amar primeiro!

Hoje eu quero criar essa relação comigo mesma, e amar a mim mesma incondicionalmente. Acordar sentindo que preciso só de mim para ser feliz e não de mensagens e telefonemas de alguém. Quero sentir que basta meu sorriso no rosto para o dia começar bem, não o sorriso de outra pessoa, o meu! E se um dia eu achar achar que sou menos que qualquer um, vou gritar comigo mesma: um pouco mais de amor-próprio por favor!